segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Terapia II

Quando nós escolhemos o caminho correto vemos já, em curto prazo, as recompensas que o destino nos trás. Tenho provas disso, me sentia só, sem ninguém, mas os meus anjos trataram de me ajudar a me colocar em pé. Saí, bebi, flertei, beijei; me senti leve, sem mais nada no peito. mas foi descer as minhas escadas que meu quarto me engoliu feito um um monstro faminto, me senti vazio. mas foi pouco, meus anjos vieram logo me resgatar de novo, me colocaram pra cima e me preencheram. meu anjo preferido me velou à noite, e dormi bem. Acordei confuso. sabia que tinha que trilhar meu caminho, e eu tinha dois, o da razão e o da emoção. Tudo me apontava para seguir a razão, mas eu queria a emoção. Passei as três horas mais aflitas do minha vida, mas sem deixar a persona sair da minha face. no final, tomei a decisão, respirei fundo, entreguei o anel, abracei, chorei, me despedi de tudo o que me fazia mal, e segui o meu caminho, o caminho da razão. Nos fones ouvia as palavras - desconecte e auto destrua - e foi o que fiz. E logo no começo da caminhada, esse caminho me mostrou que ele era o certo, bonito com belo sorriso, começamos a trocar olhares, como duas crianças com medo de ser descobertas, ele escreveu o e-mail em um pedaço de papel e me entregou. Não preciso ter medo, vou viver a minha vida do jeito que acho que tem que ser vivida, vou caminhar, mais forte e com a minha impenetrável dessa vez.

1 comentários:

Julia Venuto disse...

adorei o texto doug *-*

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